Friday, January 23, 2009

Loose Thought

O pedaço de morte que dominou o mundo.


PS: exames e mais exames... merda -.-'

Saturday, January 10, 2009

Simon and Garfunkle - "The Sound Of Silence"

Hello darkness, my old friend,
Ive come to talk with you again,
Because a vision softly creeping,
Left its seeds while I was sleeping,
And the vision that was planted in my brain
Still remains
Within the sound of silence.

In restless dreams I walked alone
Narrow streets of cobblestone,
'neath the halo of a street lamp,
I turned my collar to the cold and damp
When my eyes were stabbed by the flash of a neon light
That split the night
And touched the sound of silence.

And in the naked light I saw
Ten thousand people, maybe more.
People talking without speaking,
People hearing without listening,
People writing songs that voices never share
And no one dare
Disturb the sound of silence.

Fools said i, you do not know
Silence like a cancer grows.
Hear my words that I might teach you,
Take my arms that I might reach you.
But my words like silent raindrops fell,
And echoed
In the wells of silence

And the people bowed and prayed
To the neon God they made.
And the sign flashed out its warning,
In the words that it was forming.
And the sign said, "the words of the prophets
Are written on the subway walls
And tenement halls.
And whisperd in the sounds of silence


Ps: uma das melhores músicas que ouvi em toda a minha vida, especialmente em criança.
(nostalgia.... sinto-me um velho amargurado e inconformado com seu estado por tal sentimento....)
Pps: obrigado fidos pela correcção xD

Friday, January 02, 2009

Ouvir


O som da noite,

o zumbido incessante,

ensurdece-me, cala tudo o resto,

o silêncio ensurdece-me.


O som, o doce cantar do teu olhar,

a delicada gargalhada do teu ser,

a míriade de ruídos agridoces duma vida,

tudo... perdido numa cacofonia de silêncio.


Tento ouvir algo, alguém, a ti,

tentando só ouço um vazio,

esforçando-me só ouço um nada,

tentando... só me ouço a mim.

Friday, May 02, 2008

Devaneio...

Meu pão por uns versos de Dante...
meu choro sincero por um riso ilusório.
Não posso dormir... eles não me deixam.
Libertinos! É o que eles são! Libertinos!
Inconscientes! Ingénuos! Incoerentes!
Liberdade sem ordem... Transparência decadente!
Correntes tiranas autorizam-me a rir,
o frio metal aquece minh' alma.
Asas prendem-me nas trevas,
as trevas de um mundo iluminado a cinzento.
Ilusão e verdade.
Alegria e tristeza.
Prisão e liberdade.
Choro e riso.
Meu pão por uns versos de Dante...

Thursday, March 20, 2008

...


"Time is that old, bald, cheater...", Ben Jonson (11/06/1572 - 06/08/1637)

Saturday, November 17, 2007

Procuro Memórias

Busco, procuro e vasculho
por cantos e recantos recônditos,
onde em cada sombra, cada lembrança se encontra,
todos os “eus” e todos os “tus”.

Busco, procuro e vasculho,
sem, na verdade, achar ou descobrir o que quero encontrar,
uma luz no meio das tuas sombras,
um “tu” no meio de tanto “eu”

Lembro e relembro cada sombra, cada sorriso, cada lágrima,
e lembro-te e relembro-te de cada “eu” e cada “tu”,

declamando o “nós”.

Thursday, November 15, 2007

Porque falo?


Falo, comunico, divago...
Será que digo algo que valha a pena?
Ninguém está por perto para ouvir...
Será que isso importa?

Lanço palavras para o ar
à espera que este me escute.
O melhor dos ouvintes não te fala,
não te demonstra que te compreendeu ou sequer que ouviu
mas está sempre lá, está sempre onde nós o queremos,
quando nós precisamos, para nos ouvir.

Desisto de tentar organizar o que digo, escrevo ou penso.
Para quê?
Mesmo que tudo rimasse,
mesmo que o texto tivesse um ritmo cadente de chuva caindo numa pétala,
mesmo que até fizesse sentido... teria mais significado?

O melhor dos ouvintes é aquele em que não precisas de pensar nele,
nem de lhe rogar que te escute, ou que simplesmente te ajude a falar.
O melhor dos ouvintes é aquela parcela tão dentro de nós que nos é estranha.
O melhor dos ouvintes não existe.
Então porque é que lhe falo?

Falo-lhe por não ter cara que me mostre se gostou ou não do que ouviu.
Falo-lhe por causa de vontades infantis de falar para o ar, para as paredes, para mim mesmo.
Falo-lhe porque tudo o que me rodeia pode escutar,
só tenho é que falar não por palavras, mas por pensamentos.
Não tenho que lhe ver a cara, basta-me imaginá-la.
Não tenho que ouvir a sua resposta, basta ouvir-me a mim mesmo.

Mas então porque é que lhe falo?

Sunday, November 04, 2007

Silêncio...


Silêncio… O silêncio choca-me, estorva-me, sufoca-me. Que é feito da panóplia de vozes gritando, chorando, chamando por pais, filhos, irmãos e inimigos? Onde está o clamor de armas, de rocha a fender-se? Não quero pensar no que ouvi, aterroriza-me o que virei a ouvir, aflijo-me por nada agora ouvir.
É olhando em volta que concluo: será possível lutarmos tanto por algo tão efémero? Meses, anos, séculos de labor e suor em campos, em vidas feitas de trabalho, família e satisfação… tudo se esfuma numa miríade de mal entendidos e de boatos.
No que agora vejo como um imundo monte de entulho, foi outrora o meu querido lar. Será possível só ter decorrido uma semana desde o início desta guerra? Num dia de trabalhos e de tédio escuto um anúncio da guerra… da “nossa guerra” embora ainda esteja para descobrir o que isso significa. Seguiu-se assim uma confusão de sons e de ruídos, mas não o da enxada na terra, o de vozes gritando produtos e preços, nem o de bêbados rindo desalmadamente sem motivo algum, ou de alguma criança rindo por todos os motivos deste mundo: era o som de camiões chegando com tropas, o choro de mães berrando pelos seus filhos condenados a matar ou a morrer, o soluço de jovens a quem a infância está preste a ser brutalmente tirada.
Num par de dias lojas foram devassadas, transformadas em quartéis e outros baluartes de guerra; igrejas profanadas deixaram de abrigar ou confortar crentes perdidos para tornarem-se em macabros arrumos das sobras da guerra, sejam eles mortos ou nem por isso; casas deixaram de parte a intimidade do lar para serem meros refúgios medíocres, becos onde inocentes se escondem pelo bem da sobrevivência, onde só o sentimento de claustrofobia e medo impera.
“Mas há razões para alegrarmo-nos!”, dizem os soldados. “A guerra acabou! Ganhámos! Podemos regressar às nossas vidas, reconstruir o que foi destruído, reencontrar velhos amigos perdidos, reunir famílias desfeitas! Ganhámos!”
Murmúrios aumentam de volume, espalham-se pela plateia mortificada, ferida, estupefacta. Podemos reconstruir as nossas casas, mas sobre escombros de sonhos passados desfeitos. Podemos reencontrar velhos amigos perdidos, mas estes encaram-nos com olhos lânguidos, mortos, leitosos, mesmo os sobreviventes. Mas ainda podemos reunir as nossas famílias!!! Ainda podemos ver os nossos entes queridos! Ainda podemos sussurrar-lhes um breve adeus frente a frente quando há uma semana atrás eles nos teriam, respondido com um “Até breve.”. Ainda podemos oferecer uma última carícia nas suas caras pálidas e frias aos nossos filhos e esperar que eles ainda façam aquela careta e digam que já não são nenhumas crianças. Mas alegremo-nos pois podemos reunir as nossas famílias!
Ouço novas coisas. O clamor de armas foi substituído pelo bater incessante de pás e enxadas na terra, escavando e revolvendo terra devastada para abrigar familiares e amigos. Vozes que antes apregoavam preços hoje chamam por entes perdidos. O riso abandonou estas paragens, acompanhou a partida dos bêbados e das crianças em busca de sítios mais seguros. No crepúsculo, o silêncio é senhor de tudo. Mas ele perdeu o toque de paz ou harmonia de antigamente. Tornou-se sufocante.
Tento esquecer o desespero que ouvi nas vozes dos moribundos, aterroriza-me a possibilidade de vir a ouvir quem mais morreu ou desapareceu, aflijo-me por não ouvir nenhuma das velhas vozes minhas conhecidas. O silêncio atormenta-me, esmaga-me, comprime-me. O silêncio é soberano à passagem da guerra. O silêncio realça que nada voltará a ser o mesmo, nem na vitória… nem na derrota. O silêncio é senhor de tudo.


Tuesday, September 05, 2006

Verdade...



Aquele momento fatídico de que todos falamos mal e que todos tememos, mas que constantemente marca presença ao longo da nossa vida até o derradeiro desenlace...
Aquele simples instante em que a verdade nos parece um camião a atropelar-nos, um lento mas insistente cerco...
Recentemente o pai de um amigo meu morreu após quase dois anos de tormento devido a um cancro. Nada de que ninguém não estive à espera para alguém que já não conseguia sair duma cama... uma sombra...
Encontramo-nos nesse dia.... e após uma manhã de altos e baixos... essa meu amigo partiu para onde não queria ir, mas que também não queria faltar. Aquando a sua ida, apercebi-me do jipe que o esperava: um BMW, último modelo... e então o pensamento mais irritante me ocorreu e não me abandonou durante o resto do dia: o desgosto, a morte, é um pau de dois bicos... com ela vem sempre um luxo despropositado.
"Ninguém morre acompanhado, nem assim o vive. Todos vivemos sozinhos e assim morremos. Ninguém acompanha ninguém para a morte. Ninguém morre acompanhado, nem assim o vive."

Friday, August 04, 2006

Tipicamente Tuga: Turistas e... guias?



Vim recentemente a reperar num factor sobre o qual já pensava em comentar há uns tempos mas tive que esperar até o... "observar de perto".
O turista tuga é, basicamente, o melhor exemplo de turismo puro que o mundo já viu: planeia árduamente viagens fabulosas e fantásticas, combina tudo ao pormenor com o grupo com que vai viajar e com a sua agência de viagens, faz inúmeras entrevistas a possíveis guias, trata da papelada toda antes de partir, não esquece os seus animais de estimação e pede a um familiar que lhe vá alimentar o chihuahua chamado Sanzão e um rato moribundo a que carinhosamente apelidou de Faísca... adiante... despede-se de todos os familiares e amigos que não vão com ele e faz-lhes inveja, realçando todas as paisagens e monumentos maravilhosos que vai visitar.
Chega o dia da partida: no aeroporto perde-se e lamenta não ter trazido o protector solar e só ter arrumado a mala nessa mesma manhã. Chegando ao Check-in apercebe-se que deixou o bilhete em casa e há que obrigar o resto do grupo a esperar por ele enquanto vai buscá-lo. Entretanto perdem o avião.
Após todos estes problemas e uma espera de mais de 8 horas pelo vôo seguinte, chegam ao país de destino. Instalam-se no hotel que a agência escolhera previamente dizendo k é o melhor da cidade.
Nos dias seguintes irão efectuar as tão esperadas visitas a tudo quanto é sítio. Levantam-se as 5, 6 da manhã para poderem aproveitar bem o dia (no meio de imensos resmungos e insultos ao sacana que lhes ligou para o quarto a dizer que era hora de acordarem!!!! onde já se viu tal coisa...), tomam um pequeno-almoço mal cozinhado e insosso que mesmo assim consegue pôr metade do grupo KO (incluindo o guia) nas suas camas pelo resto das férias. Arranjado o guia suplente, chegam à primeira aldeia que irão visitar. As mulheres entram logo em debandada em direcção à loja mais próxima sem se darem ao trabalho de avisar os outros. Os homens lá vão ver o monumento visto a equipa local de futebol não prestar para nada e aí descobrem que é preciso pagar uma quantia exorbitante para entrar. O guia entretanto aproveitou a "debandada" para ir para o café mais próximo beber umas boas canecas de cerveja antes que a visita acabe como bom tuga que é.
Ao fim do dia , após uma demorada e complicada procura por todos os elementos do grupo que se espalharam por todo o lado, os turistas tão completamente lisos por causa da entrada e das compras fúteis das mulheres, enquanto que o guia está completamente bêbado e diz esperar que o dia seguinte seja tão fascinante como esse.
Os dias seguintes correm na mesma linha. O turista tuga descobre que todos os monumentos que ele planeava visitar fazem parte de "passeios facultativos" em que é preciso pagar para vêr, o guia nunca está presente visto ou ficar na camioneta a fumar ou dirigir-se logo à casa-de-banho mais próxima devido "ao almoço do dia anterior que estava cheio de molhos esquisitos e que não fez nada bem ao estômago". Há ainda o despertar de madrugada em que todos se dizem aguentarem e que irão dormir apenas quando a visita acabar... passado 5 minutos estão na camioneta de nariz a apontar para o céu e de boca escancarada enquanto fazem o maior chiqueiro a ressonar, impedindo o motorista de ouvir a sua versão estrangeira da Ágata.
No final chega a Portugal a dizer que a viagem foi maravilhosa, que aprendeu imenso sobre a cultura nativa e que adorou o grupo (com quem andou pegado por causa de dinheiro "gamado" injustamente numa suecada). Só se lamenta de se ter esquecido de que a máquina não tinha rolo e como não arranjou nenhum lá não trouxe nenhuma foto (quando na verdade não as tirou por ou estar a dormir ou a pagar "passeios facultativos").
P.S. Desculpem-me por não ter postado mais cedo só que ultimamente pouco tenho estado em casa e como tal foi-me impossível. Mas como consegui ir à Grécia consegui arranjar as bases para este post portanto comentem ;)
P.P.S. A imagem consiste em todas as compras de um turista tuga após um longo e delicioso dia a comprá-las nas férias.
Abraço!

Monday, June 12, 2006

Coca-Cola e patriotas


Esqueçamos as apresentações, as formalidades, os prós e os contras de um conhecimento prévio entre remetente e destinatário.
A súbita febre de patriotismo que corre Portugal é basicamente, usando uma comparação estúpida, como uma lata de Coca-Cola do McDonald's: o conteúdo é o que supostamente importa, mas este fica oculto sobe uma imagem superficial de propaganda, comércio e marketing. Exemplifiquemos: o anúncio da Galp, o hino... perdão... o conjunto desritmado de vozes e... "música"?... que em vez de encorajar só embaraça e humilha.
É então vendo o Portugal - Angola que noto um dos (senão o único) aspectos positivos desta obsessão: nunca tanto português se uniu por um só clube. Tal união só foi igualada pelo fracasso da selecção no jogo: 11 (10 visto o Ricardo pouco ter interferido no jogo) mecos movimentando-se, ou melhor, arrastando-se pelo relvado com um aparente pavor da bola... enfim...
Quantos anúncios teremos ainda que ver com os dotes dos jogadores nacionais para estes os aplicarem no verdadeiro relvado???
P.S. a imagem é só para verem que eu também apoio a selecção portuguesa...XD